A bola
A bola quica no chão
Rola, desce a ladeira
Lá vai um, vai dois
Já passou.
O rio corre tão natural
Como se fosse sobrenatural
Por que hoje, o que é bem feito
No mínimo, não é daqui.
E a bola continua caindo
Como se não houvesse um chão
Como se a gravidade não existisse
E a impedisse de chegar ao fim.
E os carros passam velozes
Não percebem tal sutileza
Não reparam em coisa tão bela
O trânsito não pára para nada.
E aquele acento, já não existe mais
Mas, aprendi assim, que posso fazer?
Não tenho culpa se os Homens acham que podem
Meter a mão assim nas leis e deixar do jeio que eles bem entendem.
Ufa, não quero brigar
Quero apenas, olhar a bola
Que continua indo embora
Temo não conseguir mais enxergar.
E lá vai ela, ninguem a quer mais
Nem ela sabe o que quer
E eu me pergunto
E eu? O que eu quero?
Rola, desce a ladeira
Lá vai um, vai dois
Já passou.
O rio corre tão natural
Como se fosse sobrenatural
Por que hoje, o que é bem feito
No mínimo, não é daqui.
E a bola continua caindo
Como se não houvesse um chão
Como se a gravidade não existisse
E a impedisse de chegar ao fim.
E os carros passam velozes
Não percebem tal sutileza
Não reparam em coisa tão bela
O trânsito não pára para nada.
E aquele acento, já não existe mais
Mas, aprendi assim, que posso fazer?
Não tenho culpa se os Homens acham que podem
Meter a mão assim nas leis e deixar do jeio que eles bem entendem.
Ufa, não quero brigar
Quero apenas, olhar a bola
Que continua indo embora
Temo não conseguir mais enxergar.
E lá vai ela, ninguem a quer mais
Nem ela sabe o que quer
E eu me pergunto
E eu? O que eu quero?
